O governador de São Paulo João Doria (PSDB) recuou da desistência de sua pré-candidatura à Presidência. Doria continuará como o nome tucano à disputa presidencial e deixará o governo do Estado. Mais cedo, aliados de Doria e de Rodrigo Garcia (PSDB) diziam que o governador não seria mais candidato a presidente e ficaria no governo até o fim do mandato. Depois, aliados de Eduardo Leite (PSDB) desconfiaram dos movimentos de Doria e viram pressão por apoio.
Depois do anúncio de desistência, na manhã desta 5ª feira (31/3), Doria conseguiu várias manifestações públicas de apoio e isso amarra —embora não garanta— que a convenção do PSDB referende no meio do ano seu nome para a corrida ao Planalto. Doria venceu as prévias no fim do ano passado, mas não conseguiu diminuir a resistência de caciques do partido ao seu nome. Somado a isso, manteve a intenção de votos na casa dos 2%.
O grupo de Garcia, pressionou pela saída de Doria do governo. Deputados estaduais ligados ao vice ameaçam impeachment. A avaliação é de que como governador, o vice teria a mídia espontânea do cargo e possibilidade de negociar com a caneta na mão. Além disso, ele teria dificuldade em se distanciar dos índices de rejeição de Doria caso ele se mantenha no governo. A decisão de continuar com a pré-candidatura à Presidência veio depois de um encontro com Garcia.
O governador paulista conquistou o direito de concorrer à Presidência pelo PSDB depois de derrotar Leite e o ex-prefeito de Manaus Arthur Virgílio nas prévias do partido, realizadas em novembro do ano passado. De lá para cá, porém, não conseguiu desarmar a resistência interna de caciques do PSDB e tampouco reduziu a sua rejeição nas pesquisas de intenção de voto. Derrotado nas prévias tucanas, Leite mantinha conversas com o PSD e avaliou concorrer ao Palácio do Planalto pelo partido, mas desistiu da mudança. Ele anunciou na 2ª feira (28/2) que renunciará ao cargo de governador e que decidiu. Fonte: Poder360